Desabastecimento do HGE força governo a liberar R$ 15 milhões para compras emergenciais

Desabastecimento do HGE força governo a liberar R$ 15 milhões para compras emergenciais


Publicado em: 27/05/2015 18:30 | Autor: 337

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De surpresa, o governador Renan Filho foi ao Hospital Geral do Estado (HGE) ver de perto a situação causada pelo desabastecimento de medicamentos, insumos e correlatos. O problema é parte de um débito milionário que a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) possui com fornecedores. A iminência de um caos por conta da possibilidade de parar a unidade por falta de condições de trabalho forçou o chefe do Executivo a garantir R$ 15 milhões para a compra de medicamentos. Mas será que o montante resolverá o problema?

A visita do governador ocorreu de forma discreta a fim de não lançar os holofotes da imprensa para o hospital. Os problemas se acumulam e a falta de verba para sanar as dívidas com fornecedores só piorou a situação do maior hospital de Maceió. O processo de compra em caráter emergencial não foi detalhado pelo governo estadual, mas também não faz menção ao débito de R$ 118 milhões que continua sem previsão de quando será pago.

A justificativa da Sesau para a demora em quitar esse débito é que a dívida foi acumulada da gestão passada e por conta de todos os problemas financeiros que o Estado enfrenta essa será mais uma para ser paga ‘a perder de vista’.

Mesmo com os R$ 15 milhões para socorrer o HGE, o problema está longe de ser solucionado. A unidade traz para si o centro da problemática por ser um hospital referência em Alagoas, mas vários serviços já se encontram em deficiência. São ambulâncias do Samu que aguardam conserto, profissionais que trabalham sem Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e sem alimentação, pacientes que não conseguem concluir o atendimento por falta de materiais e medicamentos, entre outras pendências.

O presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado de Alagoas (Sateal), Mário Jorge Filho, voltou a reforçar que o débito é um problema a ser resolvido, mas os danos causados à população e aos trabalhadores acabam sendo ainda maiores. 

 

Ascom Sateal