Poderíamos ter mais motivos para comemorar com orgulho o dia 12 de maio, destinado aos profissionais da Enfermagem. Mas infelizmente o cenário ainda é incerto em meio a uma crise econômica que freou investimentos e ao descaso do poder público e de empresas privadas.
Dentro das unidades, sejam elas públicas ou privadas, muitos profissionais convivem com doenças laborais, assédio moral, atrasos nos salários e uma deficiência estrutural, que acaba comprometendo o trabalho realizado.
Mário Jorge Filho, presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado de Alagoas (Sateal) afirma que cortes em recursos importantes e o descaso de gestores e parlamentares só reforça a precariedade.
“Há muito tempo estamos alertando para o caos dentro da saúde em Alagoas. Faltam investimentos. Quando eles ocorrem, existem atrasos no repasse, que refletem em atraso em pagamentos, que atingem os auxiliares e técnicos de enfermagem. Uma de nossas lutas recentes tem sido combater o assédio moral dentro da categoria. São vários os casos que chegam a nosso conhecimento e isso também é responsabilidade da unidade de saúde tratar e combater”, disse.
No âmbito federal, a principal luta travada por diversas federações representativas da Enfermagem tem sido a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta em 30 horas semanais a jornada de trabalho dos profissionais do setor. Em contrapartida, Mário Jorge destaca que vem realizando esforços para sensibilizar os parlamentares alagoanos em Brasília a fim de que se comprometam em buscar recursos para Alagoas. “Venho tendo reuniões e encontros com eles para expor nossa situação e cobrar empenho”, comentou.
Mário destacou ainda o empenho da classe em manter o compromisso e o bem estar da população, que muitas vezes realizam verdadeiros milagres para cuidar das pessoas, que fica fundamentada a luta em busca de dias melhores.
Ascom Sateal